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Fotos de homens pelados nos anos 70 e 80: revistas, fotos e curiosidades da época

Descubra onde circulavam essas imagens, quais revistas e fotógrafos marcaram a época e como o nu masculino ganhou espaço entre censura, erotismo e arte.


homens pelados vintage

Fotos: reprodução internet

Nos anos 70 e 80, já existiam publicações com nudez masculina, erotismo e até conteúdo explicitamente homoerótico em diferentes países, embora a circulação fosse marcada por censura, discrição e público segmentado.


No Brasil, esse tipo de material começou a ganhar forma em revistas e jornais ligados ao mercado erótico e ao universo LGBT, como Rose e Lampião da Esquina.

Fotos: Reprodução internet


O cenário da época


Antes da internet, o acesso a fotos de homens nus dependia de revistas, livros de fotografia, bancas especializadas, sex shops e editoras ligadas ao mercado adulto.


Em muitos lugares, o material era vendido de forma discreta, às vezes quase clandestina, porque a moral pública e a censura ainda pesavam bastante sobre esse tipo de conteúdo.


Isso ajudava a transformar cada publicação em um objeto de desejo, coleção e circulação restrita.

Fotos de homens pelados nos anos 70 e 80 no Brasil


No Brasil, a década de 1970 teve um mercado adulto forte, mas dominado sobretudo pela nudez feminina.


Mesmo assim, a pesquisa sobre a revista Rose mostra que houve uma publicação pioneira de nus masculinos circulando entre 1979 e 1983, com foco crescente no público homossexual.


O estudo também destaca que a revista enfrentava censura moral e precisava usar estratégias editoriais para continuar nas bancas.


Publicações que existiam


Uma das revistas mais importantes fora do Brasil foi a Honcho, lançada em 1978 e voltada ao público gay masculino, com fotos de modelos nus e ensaios eróticos.


revista gay antiga

Revista Honcho 1978 / Gay Erotic Archives


O acervo listado no Gay Erotic Archives mostra que, já em 1978 e 1979, a revista publicava sessões com modelos, couro, jockstraps, fotografia de estúdio e conteúdos explicitamente sexuais.


Isso confirma que havia um circuito editorial robusto de nudez masculina nos EUA naquela época.


No Brasil, a revista Rose é apontada por um artigo acadêmico como a “pioneira publicação de nus masculinos” em circulação nacional entre 1979 e 1983.


O estudo mostra que a revista vendia um ideal de corpo masculino marcado por juventude, magreza, pele branca e, em muitos casos, pelos corporais visíveis, algo bem diferente do padrão fitness depilado de hoje.


Já o Lampião da Esquina, embora fosse mais jornalístico e político, também publicou fotos de homens pelados e material homoerótico em algumas edições.


Como essas imagens eram encontradas


As fotos de homens pelados nos anos 70 e 80 podiam ser encontradas em três ambientes principais: revistas adultas, imprensa gay e circuito artístico.


Nas bancas, elas apareciam em publicações de bolso ou revistas com capa discreta; em espaços LGBT, surgiam como parte de um consumo mais assumido; e, nas artes, fotógrafos como Robert Mapplethorpe e o brasileiro Alair Gomes levaram o nu masculino para galerias e livros.


Em muitos casos, a fronteira entre erotismo e arte era usada para reduzir a censura e ampliar a circulação.


Mapplethorpe se tornou conhecido nos anos 70 e 80 justamente pelas fotografias do corpo masculino e pelo caráter provocador de sua obra. Alair Gomes foi um importante crítico de arte e fotógrafo brasileiro, produziu trabalhos pioneiros do homoerotismo masculino.


Isso mostra que a nudez masculina não vivia apenas no universo pornográfico: ela também circulava como expressão estética, política e cultural. Essa duplicidade foi importante para legitimar parte da produção na época.


Curiosidades históricas


Uma curiosidade importante é que a demanda do público era muito mais diversa do que os editores imaginavam.


No caso da Rose, cartas de leitores pediam mais homens maduros, mais pelos, mais barba e até mais corpos negros, mostrando que havia gosto por diferentes modelos de masculinidade.


O próprio estudo revela que a revista, apesar de pioneira, privilegiava majoritariamente corpos brancos.


Outra curiosidade é que a nudez masculina nem sempre era mostrada de forma frontal e explícita no início.


Em várias publicações, os editores primeiro ofereciam poses sugestivas, corpo parcial ou nudez “artística”, para evitar apreensão ou corte da censura.


Só depois, com o avanço da abertura sexual e das mudanças culturais, o nu frontal se tornou mais comum.


Fontes e referências

Estudo acadêmico sobre a revista Rose e o nu masculino no Brasil durante a ditadura civil-militar.

Acervo histórico da revista Honcho no Gay Erotic Archives, com registros de 1978 em diante.

Material sobre Robert Mapplethorpe e sua obra com nudez masculina nos anos 70 e 80.

Texto jornalístico sobre revistas eróticas brasileiras e o mercado adulto na década de 1970.

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