O que é cuckold? Entenda mais este fetiche
- Redação Uomini

- há 3 dias
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O universo da sexualidade humana é vasto e, frequentemente, desafia as normas sociais estabelecidas. Entre as práticas que têm despertado curiosidade e debates está o Cuckold (ou "corno consensual").

Cuckold: o prazer em ser corno
Embora o termo possa soar pejorativo no senso comum, no contexto do BDSM e dos fetiches, ele representa uma dinâmica complexa de prazer, confiança e entrega. O termo cuckold — ou “corno consensual” — tem ganhado destaque em discussões sobre sexualidade fora do padrão.
Embora a palavra carregue um tom pejorativo no cotidiano, dentro do contexto sexual ela descreve um fetiche baseado em consentimento, voyeurismo e dinâmicas de poder.
Mas, afinal, o que significa esse desejo e como ele funciona na prática?
A etimologia do prazer: por que "cuco"?
A origem da palavra é curiosa e biológica. Derivada do inglês cuckoo (ave cuco), ela faz referência ao comportamento do pássaro que deposita seus ovos nos ninhos de outras espécies para que estas os criem.
No cenário erótico, a metáfora se traduz na figura do parceiro que sente excitação ao ver sua companheira ser "fecundada" ou possuída por outro homem. Diferente da traição, aqui a "invasão do ninho" não é apenas autorizada, mas desejada.
Como funciona a dinâmica na prática?
O cuckolding não é uma prática rígida; ele se manifesta em diferentes níveis de intensidade, adaptando-se ao conforto do casal:
Voyeurismo Ativo: O parceiro assiste ao ato sexual entre sua companheira e o terceiro (frequentemente chamado de Bull).
Relato e Audio-Visual: O prazer vem após o encontro, através de vídeos, fotos ou relatos detalhados do que aconteceu.
Submissão e Humilhação: Em muitos casos, o praticante (o cuck) assume um papel submisso, encontrando prazer na sensação de inferioridade ou na "humilhação" erótica de ver sua parceira preferir outro.
Cuckquean: Vale notar que o fetiche não é exclusivo dos homens. Quando uma mulher sente prazer em ver seu parceiro com outra, o termo utilizado é cuckquean.
A psicologia por trás do fetiche
Por que alguém sentiria prazer em uma situação que, teoricamente, deveria gerar ciúme? A resposta reside na ressignificação do afeto.
Ciúme Reativo vs. Ciúme Erótico: No cuckolding, o ciúme é transformado em combustível sexual. A dor da "perda" é convertida na euforia da partilha.
Exibicionismo Vicário: O parceiro sente orgulho e excitação ao ver que sua companheira é desejada por outros, validando sua própria escolha de parceira.
Quebra de Tabu: A adrenalina de romper a regra mais sagrada da monogamia gera um pico de dopamina que intensifica a experiência sexual.
Consentimento e regras
Diferente do que muitos pensam, o cuckolding exige mais fidelidade e comunicação do que um relacionamento convencional. Para que a prática seja saudável, alguns pontos são cruciais:
Requisito | Descrição |
Diálogo Prévio | Discussão exaustiva sobre limites, fetiches específicos e medos. |
Seleção do Terceiro | Critérios claros sobre quem pode participar (estranhos, amigos, profissionais). |
Safe Words | Palavras de segurança para interromper a dinâmica caso o desconforto emocional surja. |
Pós-Cuidado | O momento após o ato, focado em reafirmar o vínculo e o amor do casal principal. |
O cuckolding está longe de ser uma simples "traição permitida". É um jogo psicológico sofisticado que exige maturidade emocional e uma conexão profunda entre o casal.
Ao remover o estigma e focar no consentimento, percebemos que a prática é apenas mais uma das inúmeras formas de explorar a intimidade e o prazer humano.
Nota importante: Práticas de fetiche devem sempre priorizar a saúde emocional. Se houver coerção ou desconforto não acordado, deixa de ser fetiche e torna-se abuso.




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